Fábrica de Criatividade

Author name: Victor Mirshawka Junior

Informação Rica

Dia Internacional do Acesso Universal à Informação: reflexões sobre o boicote de informação e a censura no Brasil

O Dia Internacional do Acesso Universal à Informação, celebrado em 28 de setembro, nos convida a refletir sobre a importância do acesso à informação como um direito fundamental. No entanto, em um cenário global marcado por uma crescente polarização e cheio de desinformação, essa questão torna-se um tanto complexa. A recente saída da grande plataforma de mídia social do Brasil, X (antigo Twitter), trouxe à tona o debate sobre a importância de garantir um espaço digital plural e livre, ao mesmo tempo que se assegura a segurança jurídica. Vamos pensar juntos sobre algumas questões? O significado do Dia Internacional do Acesso Universal à Informação Instituído pela UNESCO, o Dia Internacional do Acesso Universal à Informação promove a transparência e o direito à informação como pilares da democracia e do desenvolvimento sustentável. Essa data nos lembra que a comunicação é essencial para a cidadania ativa e para fortalecer sociedades democráticas, e que é fundamental garantir que todos tenham livre acesso à informação.Esse direito é um elemento central das democracias modernas. Ele está consagrado em diversos tratados internacionais e constituições nacionais, como forma de garantir a participação cidadã, o controle social e o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e equitativa. A internet, com seu potencial de conectar pessoas e disseminar conteúdos em tempo real, revolucionou o acesso ao conhecimento. No entanto, essa mesma ferramenta também pode ser utilizada para manipular opiniões, disseminar fake news e restringir o debate público. O boicote de informação: um desafio atual O boicote de informação ocorre quando há a restrição ou manipulação do acesso a dados e notícias, muitas vezes visando influenciar a percepção e a opinião pública ou proteger interesses específicos.  Essa prática geralmente se manifesta em diversos contextos, desde a omissão de dados governamentais até a manipulação de informações por grandes corporações. Essa situação representa um desafio significativo para a sociedade, pois compromete a transparência e a responsabilidade, dois dos pilares fundamentais de uma democracia saudável.  Quando dados são manipulados ou omitidos, a capacidade dos cidadãos de tomar decisões informadas é reduzida, a desinformação e a polarização social aumentam. A ideia de que informações estão sendo boicotadas pode minar a confiança do público em instituições governamentais e corporativas, prejudicando a coesão social e a governança eficaz.  Com a ascensão das tecnologias digitais, o boicote de informação se torna ainda mais fácil de implementar e disseminar, dificultando a detecção e o combate a práticas enganosas. Grandes corporações e entidades governamentais podem utilizar esta prática para proteger interesses econômicos e políticos específicos, tornando o enfrentamento do boicote de informação um desafio complexo e multifacetado. A saída da plataforma X do Brasil: afinal, é censura ou justiça? A recente saída da plataforma X (antigo Twitter) do Brasil gerou um intenso debate sobre censura e controle de dados. Este evento ilustra a complexa relação entre plataformas digitais e governos, destacando questões sobre a capacidade dessas empresas de operarem conforme as legislações locais sem comprometer seus princípios globais. De um lado, defensores da legislação brasileira argumentam que as rígidas normas são essenciais para proteger os direitos dos cidadãos e garantir a responsabilidade das plataformas. Eles veem a saída da X como uma resposta apropriada às medidas necessárias para combater a desinformação e promover um ambiente online seguro. Para esses defensores, seguir as normas locais é fundamental para assegurar a justiça e a responsabilidade no espaço digital. Por outro lado, críticos das medidas regulatórias consideram-nas excessivas e uma forma de censura que limita a liberdade de expressão. Eles temem que tais regulamentações possam sufocar o debate público, restringir a inovação e inibir o desenvolvimento de novas tecnologias e serviços. Para esses críticos, a retirada da big-tech X do Brasil representa um comprometimento dos princípios de operação global, em que a censura se manifesta não apenas na proibição de conteúdos específicos, mas também por meio de remoção de contas, manipulação de algoritmos, disseminação de informações falsas e vigilância em massa. Este dilema evidencia as diferentes perspectivas sobre a legislação brasileira: com alguns defendendo o rigor da lei sobre as plataformas digitais e outros priorizando a liberdade de expressão.  E o “Xis” da questão que abro aqui é: como encontrar equilíbrio entre a proteção dos direitos dos cidadãos, as questões de soberania nacional, a liberdade de expressão e a responsabilidade corporativa, mantendo, ao mesmo tempo, um ambiente digital igualmente livre e inovador? A vigilância democrática e o equilíbrio entre regulação e liberdade. Devemos ficar atentos?! A censura, seja explícita ela ou velada, arranha e representa um desafio para a democracia e para o exercício da liberdade de expressão em todo canto do mundo. É essencial que todas as pessoas estejam atentas contra tentativas de controle ou restrição de informações, seja por ações governamentais ou práticas de empresas privadas que possam limitar o acesso a dados e notícias. A sociedade civil também tem um papel vital na defesa desses direitos, promovendo a transparência e exigindo responsabilidade de todas as partes envolvidas. Para combater eficazmente a censura e o boicote de informação, não basta apenas legislar, é preciso também cultivar uma cultura de vigilância democrática. Os cidadãos devem compreender seu papel como guardiões de seus direitos e estarem dispostos a lutar por eles. Inclui-se aqui demandar transparência de todas as instituições, sejam elas governamentais, corporativas ou do terceiro setor, e cultivar uma consciência coletiva sobre como as informações são distribuídas e controladas.  A liberdade de expressão é uma conquista contínua e frágil, e pode ser facilmente minada por desinformação e controle de dados. O engajamento e a participação ativa de todos são pontos fundamentais para assegurar que esse direito não seja diluído. O Brasil, com um histórico de censura cujos efeitos ainda ecoam, deve permanecer atento a toda e qualquer tentativa de silenciamento, seja por parte de quem for. Garantir o seu direito é um exercício de cidadania e prezar pela própria democracia. O futuro desse desafio depende de encontrar o equilíbrio entre uma regulação justa e a preservação das liberdades que valorizamos.  É essencial fomentar um debate contínuo sobre os limites e

Gestão de pessoas, Informação Rica

digital switching: o desafio da evolução do poder da consciência do consumidor no dia do cliente

no dia do cliente, celebrado em 15 de setembro, nos convida a refletir sobre a evolução do comportamento dos consumidores e a influência do fenômeno do digital switching nessa dinâmica.  não podemos nos esquecer de que é uma data que nos faz lembrar de uma antiga frase: “o cliente é quem manda, tem sempre razão”. bom, pelo menos fazia sentido no passado, as coisas mudaram. mas não é o caso em discussão aqui. com o avanço da tecnologia, o digital switching se popularizou. em vista disso, será que o poder de escolha do consumidor está realmente em suas mãos?  o fato é que a tecnologia define esse ritmo, o que torna relevante entender como todo esse processo impacta as pessoas e as empresas que desejam se conectar de forma significativa com seus clientes. o fenômeno do digital switching imagine-se em um “buffet” de conteúdos digitais com vídeos curtos, e você vai de um conteúdo para outro como se estivesse em um parque de diversões digital. parece divertido, mas, na verdade, esse hábito chamado digital switching pode ser desastroso. se você recorrer a sites de busca para obter informações sobre o tema deste artigo, verá que, embora o digital switching pareça uma solução rápida para o tédio, ele pode intensificá-lo devido à falta de foco em um único conteúdo, aumentando a sensação de monotonia. a mente não consegue se envolver profundamente e a atenção cai em queda livre, diminuindo o engajamento e levando a uma grande insatisfação, conforme aponta um estudo divulgado pela associação americana de psicologia. em 2002, a média de atenção era de 150 segundos, mas em 2024, esse número caiu para apenas 47 segundos, e no caso da geração z, nascidos entre 1997 e 2012,  o tempo de atenção é de meros 8 segundos, de acordo com o portal the news. essa diminuição drástica na capacidade de concentração não é apenas um dado curioso, pode levar a um ciclo vicioso. na real, é um alerta vermelho!  impactos do digital switching na saúde mental o tédio, quando não gerenciado, leva à dificuldade de se concentrar por períodos prolongados, criando uma espiral negativa de desengajamento que pode resultar em problemas como ansiedade e depressão. enquanto a atenção humana é fragmentada, as plataformas digitais travam uma batalha para tentar acabar com essa cadeia de retroalimentação negativa. tiktok, youtube e x, por exemplo, contribuem para uma “cultura tóxica de informação”, e precisam reverter esse cenário. investir em conteúdos mais longos pode influenciar e transformar o comportamento e as expectativas dos consumidores, despertando sua atenção para além dos poucos segundos. Facebook é incapaz de conter desinformação, afirma pesquisa além da saúde mental, o digital switching pode impactar a produtividade, a capacidade de aprendizado e as relações sociais.  a consciência do consumidor moderno nos últimos anos, os consumidores tornaram-se mais conscientes e exigentes, buscando produtos de qualidade e que se alinhem com seus valores pessoais e sociais.  essa mudança é impulsionada pela facilidade de acesso à informação e pela capacidade de comparar e avaliar produtos e serviços em tempo real, conhecer a reputação da marca.  Como se faz negócio juntando IA + CX? as empresas precisam se adaptar a esse novo perfil de consumidor,  a esse empoderamento que valoriza a transparência, a sustentabilidade e a responsabilidade social.  o que isso quer dizer? simples: quem ainda não revisou suas práticas e estratégias, está perdendo a chance de se posicionar de forma autêntica e ética, está perdendo terreno! o poder do consumidor apesar do digital switching, o poder do consumidor nunca foi tão forte. com o poder de escolha em suas mãos, num simples deslizar de dedo, ele pode decidir o que assistir, onde comprar e como se entreter.   contudo, é fundamental que cada indivíduo esteja consciente de como gasta seu tempo online e que faça escolhas que realmente sejam satisfatórias. fica aqui o meu alerta: na próxima vez que você se pegar rolando sem rumo pelo feed, lembre-se de redescobrir o prazer de parar e “degustar” um conteúdo mais profundo, longo e envolvente. permita-se! considerar essa mudança é uma boa estratégia para combater o tédio digital, e experimentar uma jornada mais rica e gratificante, muito além daqueles meros 8 segundos de atenção.  Você tem (apenas) 8 Segundos para Conquistar a Atenção do Cliente! estudos, como o publicado nos sites new york post e the washington post, indicam que a melhor escolha – saudável – é resistir e assistir a um vídeo de cada vez, na íntegra. a equipe de tam realizou sete experimentos envolvendo 1.200 participantes do estudo, incluindo estudantes da universidade de toronto e recrutas online.em um dos testes, os voluntários assistiram a um vídeo de 10 minutos no youtube sem poder avançar. depois, eles podiam alternar livremente entre sete vídeos de cinco minutos em 10 minutos. em outro teste, os participantes assistiram a um vídeo de 10 minutos de uma só vez. mais tarde, eles puderam avançar ou retroceder um vídeo de 50 minutos por 10 minutos.após ambos os experimentos, os participantes relataram ficar menos entediados quando assistiam a apenas um vídeo. eles acharam a experiência de visualização mais satisfatória, envolvente e significativa do que quando pulavam de um conteúdo para outro. […]há mais de  3,3 bilhões de espectadores de vídeo digital no mundo todo, segundo pesquisas. alguns profissionais de marketing recomendam que os vídeos tenham de um a dois minutos de duração para manter o público engajado o tempo todo.tam sugere que os usuários mantenham o foco no conteúdo em questão.há algumas limitações em seu estudo, publicado no journal of experimental psychology: general . a equipe não examinou o efeito de períodos curtos de atenção, e os participantes eram, em sua maioria, estudantes universitários canadenses. mais pesquisas são necessárias para ver se essas conclusões se aplicam a outros.fonte: https://nypost.com/2024/08/19/lifestyle/swiping-through-online-videos-makes-you-more-bored-study/   estratégias para engajar o consumidor consciente as empresas têm um papel importante na criação de conteúdos mais engajadores e na promoção de hábitos de consumo mais conscientes. para engajar o consumidor consciente, as empresas precisam ir além de produtos e serviços de qualidade.

Inovação

Treinamentos Coxinha vs Treinamentos UAU: a revolução no aprendizado corporativo

 Por: Victor Mirshawka Junior Nem todos os treinamentos são criados da mesma forma, pois a diversidade de suas abordagens decorre de vários objetivos. Contudo, existe uma grande diferença entre os treinamentos tradicionais, que muitas vezes são cansativos e desinteressantes (“Treinamentos Coxinha”), e os treinamentos modernos e envolventes, que são verdadeiramente transformadores (“Treinamentos UAU”). Vamos imaginar dois cenários? Pense em você entrando numa sala meio cinzenta, com cadeiras enfileiradas, um projetor barulhento, uma lousa ao fundo. Ao começar o treinamento, entra um profissional e passa a falar, falar e falar… E você permanece ali no meio, lutando para manter seus olhos abertos enquanto a voz do palestrante se mistura ao ruído do ar-condicionado, do projetor e dos seus próprios pensamentos… Digamos que este seja, hoje, o provável retrato do cenário clássico de um treinamento tradicional, no qual a motivação certamente se dissipa como fumaça e o aprendizado se transforma em um fardo. E você já esteve nele muitas vezes… Agora, feche os olhos e transporte-se para um cenário completamente diferente: um ambiente vibrante, envolvente, que aguarda você com atividades interativas que farão seu cérebro explodir (não literalmente, rsrsrs) de entusiasmo, provocado por uma explosão de criatividade e inovação. Onde sempre exista um conjunto de 3 características em ação: Experiência de Aprendizagem, Cases Práticos e Estado da Arte da teoria sobre o assunto. Ao entrar, você é recebido com uma energia contagiante. O facilitador começa com uma dinâmica interativa que quebra o gelo logo de cara e estabelece uma conexão imediata e engajante, sem o menor espaço para a monotonia, cada segundo é fluido e estimulante… Este é um pedacinho do mundo dos treinamentos UAU! Vem comigo explorar essas diferenças e entender como os treinamentos “UAU” têm revolucionado o aprendizado. Treinamentos Coxinha: o sabor da mesmice Treinamentos coxinha ainda são o pão de cada dia em muitas empresas. Eles seguem um roteiro previsível: conteúdo maçante, apresentação monótona e pouca ou nenhuma interação. Para ilustrar, aí vão três características dos Treinamentos Coxinha: E o resultado disso costuma ser um recurso mal investido. Pois fica difícil calcular qualquer retorno sobre investimento (ROI) neste cenário. Treinamentos UAU: o sabor da inovação Os treinamentos UAU, por sua vez, são como um festival de criatividade e engajamento. Eles são desenhados para capturar a atenção e fazer com que cada participante se sinta parte de algo relevante e grandioso. Também para ilustrar, seguem três características dos Treinamentos UAU: E o resultado disso é uma transformação positiva, de atitudes e competências dos participantes. Que, aplicadas na prática, trarão melhores resultados mensuráveis. Como o ROI (retorno sobre investimento) e o ROE (retorno sobre engajamento). A neurociência do UAU: o impacto cerebral da inovação A neurociência do UAU mostra que quando estamos engajados em atividades interessantes e desafiadoras, liberamos dopamina, o neurotransmissor da felicidade. E isso melhora nosso humor em todos os aspectos, além de aumentar a nossa capacidade de aprender e reter informações de maneira realmente significativa e prazerosa. Há quem pense ao contrário, mas nosso cérebro é fascinado por coisas incríveis e sair do padrão. E mais, ele se entusiasma ao encontrar soluções criativas onde antes havia problemas. Efeitos dos Treinamentos UAU: Ao chegar para o treinamento: “Olha que tudo! Quantas coisas vou levar comigo hoje para inovar no meu trabalho, na minha vida. Caramba!” E ao final do treinamento: “UAU, que experiência incrível! Estou pronto para aplicar tudo isso no meu dia a dia!”  Ok, o tradicional já foi bom pra caramba! Não podemos negar que os treinamentos tradicionais tiveram seu momento de glória. Eles foram essenciais e eficientes por muitas épocas, ajudando a formar gerações de profissionais competentes que, inclusive, servem de espelho para nós. Em sua época, eram modelos vistos como eficientes e adequados para transmitir informações importantes de forma padronizada, cartesiana, por mais acessível que fosse. No entanto, as coisas mudaram (felizmente!). As necessidades e expectativas dos colaboradores evoluíram, e os métodos tradicionais já não são suficientes para manter o engajamento e a motivação. Treinamento Coxinha? Já era!!! Hoje, as pessoas valorizam o dinamismo, a interatividade, a aplicação prática em situações reais, esperam que os treinamentos não sejam apenas informativos, mas também criativos, inspiradores e motivadores. Treinamento UAU? Já é!!! A importância de entregar o UAU Os treinamentos UAU não são apenas uma atualização dos métodos tradicionais, mais que isso, eles representam uma revolução na maneira como as organizações investem no desenvolvimento de talentos. Não é sobre transmitir informações e ponto final. Esses treinamentos são projetados para serem verdadeiras experiências transformadoras. Ao transformar simples sessões de treinamento em experiências imersivas e significativas, as empresas melhoram o desempenho de seus colaboradores e fortalecem sua cultura organizacional, preparando seu pessoal para os desafios futuros com entusiasmo e determinação renovados. A Fábrica de Criatividade é especialista em treinamentos UAU!!!! Nossa fórmula secreta para criar treinamentos UAU tem vários ingredientes: ·         Paixão e Propósito: nossos facilitadores e consultores são realmente apaixonados pelo que fazem. E são movidos pela certeza de que seu trabalho faz diferença positiva na vida das pessoas e empresas. ·         Personalização e customização: adaptamos o conteúdo às necessidades e interesses específicos dos participantes e de suas empresas. ·         Tecnologia: utilizamos recursos audiovisuais, gamificação e plataformas interativas para enriquecer a experiência, além dos mais modernos aplicativos de Inteligência Artificial. ·         Ambiente estimulante: criamos um espaço que inspira criatividade e colaboração e convida à participação com muita segurança psicológica e respeito. ·         Feedback contínuo: incentivamos a troca de ideias e oferecemos feedback constante para manter o engajamento. De um modo geral, adotamos uma abordagem holística que combina personalização, tecnologia, colaboração, feedback contínuo, experiências imersivas, mentoria, aprendizagem flexível e baseada em problemas. Nossos treinamentos são experiências verdadeiramente impactantes e motivadoras. Que o diga nossa média de NPS acima de 90!!!! Bora mudar isso aí!! Os treinamentos tradicionais merecem nosso respeito, por terem oferecido uma base sólida para muitos profissionais ao longo dos anos. No entanto, à medida que

Informação Rica, Inovação

Líderes não estão vendo a Inteligência Artificial: um erro estratégico crítico

Temos vivido em meio a um turbilhão digital em acelerada expansão – são os efeitos da tecnologia e, com ela, a Inteligência Artificial que tem se destacado como uma força transformadora em múltiplos segmentos, prometendo revolucionar (e tem cumprido suas promessas) desde a saúde até o transporte, passando pela educação e a segurança. Mesmo diante do crescente número de evidências que destacam os benefícios e as necessidades de adoção da IA, muitos líderes empresariais permanecem apáticos ou, como indicado em nosso título, “não enxergam” com relação às suas capacidades e potencial. E quais seriam as razões por trás dessa apatia e o que pode ser feito para iluminar o caminho para esses líderes? Bora saber! A revolucionária Inteligência Artificial A IA não é apenas uma moda passageira, é uma mudança de paradigma que está remodelando a maneira como as empresas operam. Tecnologias como aprendizado de máquina, processamento de linguagem natural e redes neurais estão permitindo que as máquinas aprendam com dados e tomem decisões quase humanas. A Gallup realizou três estudos em 2023 e obteve diferentes pontos de vista sobre as tendências na adoção da IA. Esses estudos incluíram uma mesa redonda com diretores de RH de grandes empresas com uma média de 80 mil funcionários; uma pesquisa trimestral da força de trabalho da Gallup envolvendo quase 19 mil funcionários e líderes nos EUA; e o Relatório de Negócios na Sociedade da parceria Bentley-Gallup. Os três pontos de vista principais, sendo dois preocupantes e um positivo são: (1) os líderes não compreendem totalmente o uso e a prontidão de seus funcionários para a IA; (2) os americanos não confiam no uso da IA pelas empresas (será que somente eles não confiam?); e (3) há um terreno comum para construir confiança. Antes de começar, é bom conhecer o lado positivo desses pontos de vista! “Os CHROs da mesa redonda da Gallup acreditam esmagadoramente que as tecnologias de IA impulsionarão a produtividade, aumentarão a criatividade e a inovação e permitirão que suas organizações operem com maior eficiência. Quase todos (93%) os CHROs prevêem que a IA reduzirá as cargas de trabalho e 61% preveem que a adoção da IA permitirá que os funcionários passem mais tempo em atividades estratégicas.” (J.Brecheisen, Harvard Business Review, 14/05/2024, ) A adoção estratégica e ética da IA pode abrir portas para um futuro mais eficiente e dinâmico. A IA oferece ferramentas poderosas que podem transformar processos empresariais, melhorar a tomada de decisões e criar novas oportunidades. Ignorar essas tecnologias pode significar ficar para trás. Possíveis razões para a cegueira tecnológica A seguir, estão alguns pontos de vista que se somam aos levantados pela Gallup. O impacto do desconhecimento Um dos principais motivos pelos quais muitos líderes permanecem cegos para o potencial da IA é o desconhecimento. E a extensão dessa lacuna aumenta quando a empresa não tem nem ideia se ou quantos funcionários utilizam IA em suas atividades. “A Gallup perguntou aos membros da mesa redonda global de CHRO, cujo departamento apoia a maioria das transformações culturais, com que frequência os funcionários da empresa estavam usando a IA para realizar seu trabalho. Era diário? Semanalmente? Mensalmente? Anualmente? Quase metade (44%) desses líderes não sabia.” (J.Brecheisen, Harvard Business Review, 14/05/2024, ) Como bem frisado na Harvard Business Review, “Esse ponto cego é um fator importante na erosão da confiança entre líderes e funcionários”,  ou seja, “Essa lacuna de conhecimento coloca os líderes em uma posição precária: gerenciar o desconhecido em vez de aproveitar o que eles sabem.” Esse desconhecimento cria um fosso entre o que a tecnologia pode oferecer e o que as empresas estão dispostas a explorar, resultando em uma resistência que pode deixar as organizações para trás em um mercado cada vez mais competitivo. O estudo da Gallup provoca uma questão: E quando o líder é quem acredita que seus funcionários estão muito aquém da compreensão, despreparados para usar a IA ignorando completamente que os funcionários pensam sobre sua própria disposição e preparo para lidar com a IA? “Muitos líderes não apenas desconhecem como seus funcionários usam a IA, mas também têm dúvidas sobre a prontidão para essas tecnologias transformadoras. Os dados da Gallup mostram que os líderes acreditam que seus funcionários estão muito menos preparados para usar a IA do que os funcionários pensam sobre sua própria prontidão para a IA. Os funcionários estão de um lado dessa divisão, bastante confiantes em sua capacidade de usar tecnologias de IA de forma eficaz. De acordo com o Workforce Study, quase metade (47%) dos funcionários se sentem preparados para usar a IA em suas funções, mas apenas 16% dos CHROs percebem que sua força de trabalho está pronta para a adoção da IA. Essa é uma lacuna de percepção significativa.” (J.Brecheisen, Harvard Business Review, 14/05/2024, ) A inércia da resistência à mudança O desconhecido, naturalmente, gera medo e incerteza. A IA, com suas promessas de automação e mudanças radicais pode ser vista como uma ameaça e gerar resistências à mudança. Isso pode ser uma inércia sem fim, se nada for feito para promover uma cultura de aprendizado e adaptação. Alguns líderes temem que a adoção de IA resulte em situações fora de seu controle, levando a uma relutância em adotar a tecnologia. “Quando estratégias baseadas no medo e repletas de regras se enraízam, a inovação pode ser inadvertidamente sufocada. O que começa como uma proteção razoável pode conter a própria criatividade que os líderes buscam.” (J.Brecheisen, Harvard Business Review, 14/05/2024, ) Outra preocupação é a segurança do emprego. O medo de que a IA substitua empregos humanos, resultando em demissões em massa. “Quando as pessoas imaginam o impacto da IA, suas mentes geralmente gravitam em torno do negativo. O medo e a apreensão influenciam suas percepções. Por quê? Porque o desconhecido parece grande. A IA, com seu potencial transformador, continua sendo um enigma — um território desconhecido onde tanto a promessa quanto o perigo coexistem.Não é nenhuma surpresa que o relatório constatou 75% dos adultos dos EUA acreditam que a IA reduzirá o número total de

Inovação

Desvendando a evolução das habilidades humanas na era da genética e da tecnologia

À medida que navegamos por esse panorama de rápida transformação que temos vivido, é fundamental compreender como os avanços da tecnologia moldam e desafiam a nossa compreensão do que significa ser humano. Nesse turbilhão, as habilidades e competências humanas assumem um papel cada vez mais relevante e complexo. É uma fascinante interseção entre as capacidades inatas e adquiridas dos indivíduos em um mundo moldado por inovações tecnológicas e descobertas genéticas. O DNA da excelência humana O progresso tecnológico e as descobertas genéticas estão entrelaçados, influenciando diretamente nossas habilidades e competências. Essa dinâmica nos desafia diariamente a repensar nosso entendimento sobre o que é ser humano, destacando a importância de adaptar-se a um mundo em rápida transformação. Através da evolução genética, desenvolvemos capacidades impressionantes, desde a linguagem até a resolução de problemas complexos. Essas habilidades são o resultado de milênios de adaptação e sobrevivência. À medida que avançamos no século XXI, testemunhamos uma explosão de inovações tecnológicas que redefinem as possibilidades humanas. Da inteligência artificial à biotecnologia, novas ferramentas e técnicas estão ampliando nosso potencial de maneiras antes inimagináveis. A computação em nuvem nos permite processar dados massivos em tempo real, enquanto a edição genética nos possibilita modificar o próprio código da vida. Exemplos específicos desses avanços das habilidades humanas na era da genética incluem a neurociência, que está revelando insights sobre o funcionamento do cérebro humano e como isso influencia nossas habilidades cognitivas. É na intersecção entre a genética e a tecnologia que surgem algumas das questões mais intrigantes sobre as habilidades humanas. Em paralelo às transformações das habilidades humanas na era da genética e tecnologia, os seres humanos continuam desenvolvendo habilidades e competências por meio da aprendizagem e da experiência. Sabemos o quanto o advento da internet e das redes sociais democratizou o acesso ao conhecimento, permitindo que indivíduos de todo o mundo adquiram novas habilidades com facilidade. Em vista disso, a educação e o treinamento continuado se tornam ainda mais importantes em um mundo em constante evolução tecnológica, visando às habilidades do século XXI, como pensamento crítico, resolução de problemas e colaboração. As descobertas recentes na área da genética têm lançado luz sobre a influência dos genes no desenvolvimento das habilidades humanas. Pesquisas mostram que certos traços e predisposições genéticas podem influenciar a rapidez com que aprendemos e nos adaptamos a novas habilidades. Portanto, a interação entre genética e ambiente desempenha um importante papel no desenvolvimento das capacidades humanas, destacando a complexidade e a diversidade das habilidades que cada indivíduo pode manifestar ao longo da vida. E nessa interseção levantam-se algumas questões, por exemplo: Até que ponto nossas predisposições genéticas influenciam nosso potencial de aprendizado e realização? Como as ferramentas digitais podem ser usadas para otimizar nosso desempenho cognitivo e físico? Essas são questões complexas que exigem uma abordagem multidisciplinar e ética. E por falar em tecnologia, genética e ética, o que você pensa sobre a seguinte notícia: “A empresa Neuralink, do bilionário Elon Musk, realizou no domingo (28) o seu primeiro implante de chip em um cérebro humano. O objetivo é fazer com que, no futuro, pessoas com limitações motoras possam controlar dispositivos eletrônicos, como computadores e celulares, apenas com o pensamento.” (Fonte: Veja online, 2024) Um paciente humano recebeu o primeiro implante de chip cerebral da Neuralink, empresa de Elon Musk, fundador da Tesla e da SpaceX, com sucesso. Musk anunciou o feito em uma rede social. Autorizados pela Food and Drug Administration (FDA), em maio de 2023, os estudos com implantes cerebrais em humanos levaram à abertura de inscrições para voluntários quatro meses depois. O dispositivo, chamado de “Telepatia”, permite que os usuários (com tetraplegia ou paralisia dos 4 membros) possam controlar dispositivos eletrônicos com o pensamento. “Mesmo que o dispositivo de BCI se mostre seguro para uso humano, ainda assim levaria mais de uma década para que a startup obtivesse autorização para uso comercial, de acordo com especialistas.” (Fonte: CNN Brasil, 2024) As tecnologias têm o potencial de transformar vidas para melhor, mas também destacam a importância de considerações éticas e sociais ao aplicá-las na prática. Singularidade humana em um mundo de inovações Aqui, é oportuno levantar mais uma questão: o que nos torna verdadeiramente únicos? A resposta reside na singularidade inerente a cada ser humano, algo que vai além do alcance da tecnologia e das descobertas genéticas. Reside no Fator UAU de cada pessoa, em seu potencial criativo, colaborativo, cultura ágil, protagonista, de engajamento. É importante ter em mente que enquanto a tecnologia avança a passos largos e a genética revela cada vez mais sobre a nossa biologia, é essencial lembrar que somos muito mais do que os genes que carregamos ou as máquinas que criamos. Cada pessoa possui uma combinação única de experiências, valores, habilidades e perspectivas que moldam sua identidade e influenciam suas ações. Por um lado, temos as pesquisas que mostram que as experiências de vida moldam não apenas as habilidades cognitivas, mas também a resiliência, empatia e criatividade. Da mesma forma, fatores ambientais e sociais desempenham um papel fundamental no que diz respeito à saúde e ao bem-estar, moldando a trajetória de vida de cada um de maneiras complexas e multifacetadas. Enquanto a tecnologia pode nos fornecer ferramentas poderosas para melhorar nosso desempenho e facilitar nossa vida cotidiana, são nossas escolhas, valores e propósitos que guiam o uso dessas ferramentas. Claro que a inteligência artificial, por exemplo, pode auxiliar em diagnósticos médicos, mas é o conhecimento e a empatia dos profissionais de saúde que realmente fazem a diferença na vida dos pacientes. O Fator UAU aqui é a singularidade humana! Em um mundo de inovações tecnológicas e descobertas genéticas, portanto, é a singularidade humana que continua a ser o verdadeiro “top of mind”. É isso que nos torna verdadeiramente pioneiros em nosso próprio caminho, moldando o futuro de acordo com nossas próprias aspirações e valores – o nosso FATOR UAU! Dois filmes superinteressantes que abordam tecnologia e genética:GATTACA | Estados Unidos, 1997 | Direção de Andrew Niccol | Duração: 1h46min“Num futuro não tão distante, o DNA vai determinar

Gestão de pessoas

Quais são os benefícios de treinar sua equipe LATAM?

Dando uma volta pela América Latina, encontramos muitas empresas operando com sedes ou filiais em vários países dessa região, muitas delas abrindo frentes e impulsionando negócios e o desenvolvimento profissional de suas equipes.  O panorama empresarial latino-americano é tão dinâmico quanto em qualquer outra parte do mundo. As empresas estão continuamente buscando formas de aprimorar suas operações, se adaptar às mudanças, sendo resilientes e se mantendo competitivas e relevantes em seus respectivos mercados. Uma prática cada vez mais adotada com esse intuito é o treinamento de equipes LATAM. Sabe do que estou falando?  Refiro-me a um investimento estratégico voltado não apenas para o aprimoramento de habilidades individuais das equipes, mas também para a promoção de uma cultura de colaboração e interação entre empresas e profissionais de diversas origens culturais. Como? Vem comigo, para saber mais! O que significa LATAM para o mundo corporativo? Pensando em futuro, vamos ver nomenclaturas diferentes para designar cargos também diferentes: alfaiate digital, detetive de dados, líder de equipe humanos-máquinas, entre tantos outros. Muitos surgirão e vários deixarão de existir. Como tem sido há séculos!!!  Head Latam, por exemplo, refere-se a um líder que tem a responsabilidade de operações da empresa estabelecida na região latino-americana, que trabalha de forma estratégica na gestão de equipes, na gestão de parceria entre regiões, entre outras operações do negócio da empresa, interna e externamente.  Este Head coordena as atividades nos países latino-americanos, com a missão de integrar as diferentes regiões, as pessoas, as culturas e a diversidade regional de cada um dos mercados. Olha que responsabilidade! LATAM, no universo corporativo, é um termo que remete a empresas localizadas em diversos países da América Latina, a negócios internacionalizados nessa região, com operações diversificadas, capitalizando oportunidades de crescimento seja nos setores da economia, varejo, tecnologia, em indústrias variadas, entre outros segmentos. E qual é a importância atual de treinar equipes LATAM? Primeiramente, vale frisar que a capacidade de inovar é essencial para garantir a competitividade e a sustentabilidade de uma empresa a longo prazo, principalmente em meio à velocidade de mudanças em que vivemos. E neste caso, nós somos muito acionados por times LATAM que querem unificar a mensagem dos treinamentos e veem o Brasil como uma potência para ensinar. Por muitos anos, as empresas multinacionais eram reféns de treinamentos americanos e europeus, que não se adaptavam a nossa cultura, mas eram enviados para cá de forma traduzida (ou não!) para todos estarem na mesma página (e economizar, muitas vezes, também entrava na conta). No entanto, as coisas foram mudando e durante a pandemia, o acesso a esses treinamentos de forma online e síncrona, passaram a ser algo novo e cheio de benefícios. Essa prática veio para ficar e segue apoiando imensamente as áreas de Gestão de Pessoas, a levar conteúdos mais regionalizados. O Brasil, começou a ser visto como um país com excelentes profissionais de treinamento e com isso, passamos a levar mais nossas metodologias para os times da América Latina. Aqui na Fábrica DC, ministramos inclusive em espanhol, o que facilita e incluí muito mais os latino-americanos. Investir no treinamento de uma equipe LATAM é fortalecer o capital humano da organização, promovendo integração cultural e a coesão entre os colaboradores de diferentes origens. Além de criar um ambiente de trabalho diversificado, inclusivo, que valoriza as perspectivas e as experiências únicas de cada membro da equipe.  Além disso, o treinamento da equipe LATAM de forma unificada, pode aumentar a eficiência operacional e a qualidade do trabalho, além de menos retrabalhos, afinal, essas ações fomentam a troca de boas práticas entre os países.  Ou seja, treinar e integrar profissionais de diversas origens cria uma rica variedade de perspectivas e abordagens, impulsionando a capacidade da empresa de se adaptar às mudanças do mercado e a identificar novas oportunidades de crescimento.  A jornada da inovação Garantir a eficácia de uma cultura de inovação é um processo que envolve todos os membros da equipe, desde os líderes até os colaboradores de base – todos engajados e comprometidos com o processo.  Os treinamentos alimentam a inovação e a criação de espaços psicologicamente seguros para a geração de ideias e soluções. Porque os colaboradores de base, como disse acima, são a espinha dorsal da cultura de inovação, eles estão mais próximos das operações diárias e muitas vezes têm insights valiosíssimos sobre como melhorar os processos existentes.  Concorda que a falta de abertura para propor soluções criativas e a falta de troca entre equipes (e países!) é um desperdício de valores que poderiam ter um impacto significativo na eficiência operacional, redução de custos e aumento da qualidade do produto ou serviço da organização? Daí a importância de criar espaços para geração de ideias, encorajar as pessoas a compartilhá-las, a dar sugestões, isso é o que dá movimento à cultura de inovação da empresa. Diante do cenário disruptivo e volátil em que vivemos, com um contexto econômico e geopolítico global permeado por incertezas e constantes desafios, as empresas precisam se adaptar e responder às circunstâncias imediatas. Isso inclui priorizar o treinamento de suas equipes para lidar com os desafios de suas funções e preparar-se para o desenvolvimento futuro dos seus negócios. Integração de estratégias de desenvolvimento de equipe e aprendizagem LATAM A cultura de inovação é uma das peças-chave para o sucesso de uma empresa no atual cenário empresarial, em que a mudança é constante e a adaptação é fundamental.  Essa cultura é fortalecida pela integração de estratégias de desenvolvimento de equipes e aprendizagem contínua. A integração, quanto mais alinhada e unificada, melhor.  Principalmente quando se fala de estratégias de desenvolvimento e aprendizagem, que desempenha um papel fundamental para garantir o crescimento sustentável e a competitividade a longo prazo.  Mas como essa integração pode ser realizada e quais são os benefícios tangíveis que ela traz para as organizações Latam? Quando a empresa promove um ambiente colaborativo e inclusivo, ela cria um espaço onde os colaboradores se sentem encorajados a colaborar em projetos inovadores e a compartilhar suas experiências e perspectivas únicas.  Essa troca de ideias tem o potencial

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Gestão da Inovação 

O que manterá profissionais e empresas vivos, relevantes e sustentáveis – hoje e para o que o futuro nos reserva? Ser capaz de pensar diferente, grande, com ousadia. Enxergar oportunidades nos problemas, resolvê-los de forma original. E, principalmente, viabilizar e materializar as melhores ideias, usando a Criatividade para gerar Inovação. Para isso, é necessário entender e aplicar a Gestão da Inovação! Conceito A Gestão da Inovação é um processo crescente, que envolve todo o ecossistema de inovação, com uma preparação (diagnóstico), um começo (ideação), um meio (implementação) e um fim (geração e aferição de resultados). Tudo isso potencializado pela conectividade e interrelação. E que não termina, pois mantém esse processo contínuo de geração de ideias em constante movimento. O Gartner define a gestão da inovação como uma disciplina de negócios que visa impulsionar um processo ou cultura de inovação repetível e sustentável dentro de uma organização. As iniciativas de gestão da inovação se concentram em mudanças disruptivas ou em etapas que transformam o negócio de alguma forma significativa, de maneira incremental ou adaptativa. Portanto, Gestão da Inovação ocorre em interação direta e constante com Estratégia, Cultura e Execução, gerando a Ambidestria Organizacional. Os pilares do ecossistema de inovação Pode até não ser um sistema tão simples, mas se torna dinâmico e produtivo quando os atores do ecossistema se unem: Figura – Atores do ecossistema de inovação Fonte: https://distrito.me/blog/o-que-e-ecossistema-de-inovacao/  O que move o ecossistema de inovação: Há vários motores que fazem girar o ecossistema de inovação, entre os quais temos: Interação das empresas em diversos setores. Transformação digital para o surgimento de novas ideias. Atuação conjunta dos diversos players atuando para beneficiar a todos – agir localmente e pensar globalmente.  Uma abordagem disruptiva e descentralizada, que interconecta ambientes em favor do compartilhamento de informações, experiências, dados e a comunicação.  É ter e ser uma inovação aberta para oferecer soluções para diferentes problemas. Tipos de inovação Podemos encontrar vários tipos e tantos exemplos de cada uma, pois a inovação acontece de formas diferentes num amplo espectro. Seguem aqui 3 tipos em destaque, atualmente: Incremental: esta inovação melhora constantemente os produtos, serviços, processos atuais e novos – e tudo isso ajuda a empresa a prosperar com esse plus ao oferecer melhorias (exemplo: Gmail, que adicionou funcionalidades ao seu propósito inicial e potencializou a experiência do usuário). Radical: a inovação que muda o cenário interno e externo, e eleva o nível do produto ou serviço, moderniza processos e mantém a empresa à frente da concorrência, por trás de grandes ideias (exemplo: Picpay, uma fintech que disponibiliza diversas funcionalidades para pagamentos com praticidade, pelo seu app). Disruptiva: inovações disruptivas, também chamadas de revolucionárias, são capazes de mudar o comportamento do mercado por meio de um movimento que abraça muitas pessoas ao mesmo tempo (exemplo: Netflix, um serviço de streaming que inovou ao oferecer o seu serviço de vídeo por assinatura mensal). A gestão da inovação é um diferencial! Entre outros diferenciais, temos: É o que separa grandes inovadores de grandes “dormentes”. Constrói relacionamentos ao atender necessidades específicas. Abre oportunidades para, mesmo diante da diversidade, se destacar. É um ponto forte e de sucesso para todo profissional e empresa. Promove crescimento ao agregar valores para os stakeholders. É essencial reunir ideias, implementar e, com isso, se descobrir e redescobrir a cada inovação. Gera engajamento interno e com o mercado. Ajuda a empresa a ser melhor e mais rápida em seus processos. Permite ficar à frente da concorrência porque a gestão da inovação ajuda a gerar novos negócios – produtos, serviços, tecnologias etc. para um mercado em constante mudança. Facilita a entrega de grandes ideias porque resultam em ganhos significativos. O sucesso da gestão da inovação Basicamente: Inovação deve estar declarada na estratégia, missão, visão e valores da empresa. É essencial que a empresa apoie e adote uma cultura de inovação. Conectar-se com o ecossistema e parceiros diferenciados – a empresa deve aproveitar a tecnologia colaborativa, como as redes sociais, para gerar fluxos constantes de dentro para fora – cultura do feedback. A empresa deve valorizar e investir em seu capital humano, em suas competências e top skills – é uma ação altamente incentivadora para geração de ideias de qualidade, em troca. Ter uma infraestrutura física e tecnológica para viabilizar sistemas e processos e capacitar a equipe a produzir com mais eficiência e gerar ideias cada vez mais poderosas. Sempre que possível se apoiando nos métodos de gestão ágil de projetos. Conclusão A inovação não se trata apenas de criar novos produtos ou serviços, mas de mudar o mindset da empresa, dos profissionais, dos métodos. É essencial contar com uma gestão eficiente para a tomada de decisões estratégicas eficazes – da ideação até a implantação das ideias e acompanhamento por meio de métricas apropriadas de entrada e saída, diminuindo custos e aumentando os lucros, garantindo que as metas de negócios sejam alcançadas e mantidas em alto nível, gerando valor significativo a todos os envolvidos. Principais considerações: As ideias criativas podem vir de qualquer pessoa, e todas devem ser acolhidas e avaliadas pela gestão de inovação, de modo que não caiam no vazio – isso valoriza e estimula seus idealizadores, ainda que não sejam implantadas.  Importante saber que gerenciar a inovação pode não ser fácil, porque sempre existirão obstáculos internos e externos ao longo da jornada, que podem ser vencidos, quando se tem uma cultura certa, que atrai e mantém os potenciais inovadores e parceiros com mesma visão de negócio e sucesso e compartilham dos mesmos valores. A organização depende de seus objetivos estratégicos, recursos e DNA organizacional, que envolvem suas competências essenciais e a sua cultura – um sistema que flui por quando se tem uma mentalidade de crescimento e top skills em plena atividade. O fato é que as empresas que não inovarem, simplesmente não resistirão ao futuro. #ficaadica Acreditamos que “Criatividade é o upgrade da vida”. Precisa de apoio para implementar a Gestão da Inovação? Bora conversar! Nós aqui, da Fábrica de Criatividade,  estamos prontos para te apoiar nessa construção. Victor Mirshawka Junior –

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