Skip to main content

Como evitar a infoxicação em meio a era digital e a grande quantidade de informações recebidas

Será que é possível evitar a infoxicação em meio a era digital, onde nós somos bombardeados por enxurradas de informações todos os dias? Em pleno século XXI, as notícias de todo o mundo chegam em tempo real em nossos navegadores o tempo todo!

Nas redes sociais, constantemente, as pessoas estão compartilhando suas vidas pessoais e opiniões referentes aos mais diversos assuntos. Na internet, temos acesso há milhares de horas de vídeos informativos, educacionais e sobre entretenimento. No rádio e na tv mais notícias quentinhas sobre as atualidades. Afinal, será que estamos preparados psicologicamente para receber tantos conteúdos diariamente?

A infoxicação

O termo Infoxicação é a junção das palavras informação e intoxicação, ele foi criado pelo físico espanhol Alfons Cornellá, em 1996. Nesse sentido, a intoxicação acontece quando consumimos conteúdos de maneira excessiva. Contudo, já na década de 90 a quantidade alta de informações recebidas de diferentes meios, preocupava o físico.

Atualmente, em meio a uma pandemia mundial, vivendo a era digital, e com cada vez mais facilidade no acesso às notícias, conteúdos e informações, o ser humano corre o risco de sofrer impactos dada essa situação, nesse sentido a infoxicação pode causar medo, angústia e, até mesmo, depressão e ansiedade.

Segundo estudo realizado pelo Instituto de Comunicação e Informação em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), os principais sintomas da infoxicação são:

Hiperconectividade: Vontade de estar sempre conectado com os meios digitais.             

Dispersão: Quando rapidamente perde-se o foco na leitura de notícias

Dificuldade em se concentrar: Ter dificuldade para se concentrar, seja no trabalho, em casa ou nos estudos.

Aumento da ansiedade: Batimentos cardíacos acelerados, tremedeira, falta de ar e insônia são alguns dos sintomas.

Stress excessivo: Se irritar com pequenas coisas e com isso, sentir cansaço, tensão muscular e dores de cabeça.

Síndrome da fadiga informativa: Extremo cansaço ao realizar qualquer função

Quantidades de dados disponíveis na internet

Eventualmente, a cada ano que passa, temos batido mais e mais recordes de dados disponibilizados na internet. São infinitos portais de notícias, blogs, vídeos e redes sociais que enchem nossos navegadores e ocupam boa parte da nossa atenção. Mas, não demora muito tempo e eles logo ficam ultrapassados. Assim, outros recursos e ferramentas surgem, num looping sem fim.

Se você assistiu o documentário “Dilema das Redes”, na Netflix, é provável que tenha se assustado com os bastidores de plataformas como Instagram, Google, YouTube e Facebook. As mídias digitais ocupam cada vez mais horas do nosso dia.

Para se ter ideia de como funciona o mundo moderno, o volume de dados produzido entre 2014 e 2016 foi maior do que a quantidade criada ao longo de TODA A HISTÓRIA DA HUMANIDADE. Parece loucura, porém, isso é o mundo moderno.

O Google sozinho faz 3,5 bilhões de buscas por dia. Se uma única pessoa assistisse a todos os vídeos vinculados ao YouTube diariamente, sobretudo ela levaria nada menos que 2.739.726 anos para cumprir essa tarefa. Sim, é verdade esse bilhete!

Em 2016 a expectativa do tráfego total de dados da internet é que ele superasse pela primeira vez a marca de um zettabyt (um sextilhão de bytes). Para este ano, o esperado é que ele esse número seja aproximadamente de 19,5 ZB.

É humanamente impossível que absolvamos essa quantidade infinita de conteúdos, mas o “pouco” volume que temos recebido em nosso cotidiano já é o suficiente para nos afetar psicologicamente.

Como evitar a infoxicação

Procure identificar suas prioridades, selecionando apenas os assuntos que te acrescentarão em algo, além disso filtre aquilo que não precisa ser consumido ou que pode ser consumido em outro momento.

Descarte o que não te agrega valor, se passou por um post ou e-mail que não agregam em nada na sua vida, não tenha medo de deletar ou dar unfollow.

Em suma, Valorize seu tempo definindo quantas horas por dia você quer ou pode dedicar para consumir conteúdos online.

Faça uma curadoria do que você vem consumindo nas mídias, ou seja, separando as fontes de informações que mais confia e agreguem valor ao seu conhecimento.

Obter conhecimento nunca é demais, porém, é preciso que haja filtro dos conteúdos que consumimos. Sendo necessário diferenciar o ler do entender. “O importante é a pessoa determinar que fontes quer ter e quer ler. Sendo cada vez mais relevante ler menos e ler com mais profundidade. Entretanto, é possível ver que sendo infoxicado, quando não se tem tempo de entender o que está lendo”, afirma Cornellá.

Por fim, a Fábrica te dá 5 dicas para sair da infoxicação:

1. Brincar com crianças. Usar a imaginação te ajuda a relaxar e pensar fora da caixa.

2. Brincar com animais. Interagir e observar animais aumenta a concentração e te mostra um mundo além do seu.

3. Experimente cozinhar. Fazer uma receita nova trabalha áreas diferentes do cérebro e estimula a criatividade sensorial.

4. Faça atividades sem finalidade. Assista um filme ou série com temas leves e descontraídos, vá a museus, parques e lugares onde possa se desconectar por um tempo.

5. Desconecte-se. A princípio vida online pode ser divertida e produtiva, entretanto é imprescindível aproveitar mais alguns momentos e desconectar-se, ficando totalmente offiline de vez enquanto.

A Fábrica ainda te lembra, em suma, que a infoxicação atrapalha inclusive, o seu processo de criatividade. O excesso de conteúdo pode passar de informação para o bloqueio criativo, diante de tanto conteúdo. Então, bora cuidar da nossa saúde mental!

Por Karina Mendes

Fontes: Meu Positivo, Cuidai, Diario da Saúde, Calebedesign