O viés inconsciente no ambiente de trabalho gera impactos

Em primeiro lugar, quando você mentaliza um profissional bem sucedido, o que vem em sua mente? Em algum momento da vida, todos nós já tomamos decisões erradas ou por vieses inconscientes no ambiente de trabalho.

Sabe aquele pré-julgamento feito pela aparência, gênero, raça, orientação sexual, deficiência, origem, religião, características físicas de outra pessoa? Entretanto, muitos desses pré-conceitos estão enraizados em nossa sociedade.

Dessa forma, o viés inconsciente no ambiente de trabalho pode gerar impactos. A Fábrica te explica como!

O que é o viés inconsciente

De acordo com o professor Antônio Pereira, neurocientista do Rio Grande do Norte, integrante do Projeto Implícito (organização colaborativa sem fins lucrativos que estuda o tema), vieses inconscientes são mecanismos do cérebro humano explicados pela neurociência como resultados da formação e organização cerebral, baseados tanto em nossas experiências e ambientes de vida, quanto em uma herança ancestral e primitiva.

Os neurocientistas acreditam que essa formação de estereótipos na cabeça das pessoas é inevitável. Entretanto, ao associarmos um juízo de valor a esse viés inconsciente, muitas vezes são gerados preconceitos e discriminações. Consequentemente, isso traz repercussões negativas em nossas vidas sociais e no ambiente de trabalho.

O seu inconsciente determina a maior parte de suas decisões e é capaz de definir até o seu comportamento. Além disso, representa todas as memórias e combinações possíveis entre elas.

Também acontecem no inconsciente processos de decisão, registros de traumas e até percepções de mundo que ainda não foram foco de atenção.

Segundo o neurocientista indiano S. Ramachandran, sua consciência responde só por 10% do que acontece em seu cérebro (esse conteúdo varia, numa constante migração entre o que fica no consciente e no seu “subterrâneo”).

Além disso, o psicólogo Marco Callegaro, afirma em seu livro “O novo inconsciente” que estimativas que medem o processamento de informações em bits apontam o inconsciente como 200 mil vezes mais rápido e potente que o consciente.

Conheça os 5 tipos de vieses inconscientes mais comuns

Uma das pesquisadoras sobre o tema no Brasil, Regina Madalozzo, aponta os cincos tipos de vieses inconscientes mais frequentes. São eles:

Afinidade: Acontece sempre que avaliamos de maneira melhor pessoas que se pareçam conosco, como em questões de gênero, raça, idade, histórias de vida.

Percepção: Quando damos força a estereótipos entranhados na sociedade ou cultura em que estamos inseridos.

Confirmatório: É quando procuramos informações que confirmem nossas teses iniciais e rejeitamos os pensamentos contrários aos nossos.

Efeito de halo/auréola: Tendência a superestimarmos pessoas por virtudes ou características que julgamos positivas, assim que a conhecemos. O que faz com que, logo, ignoremos outros atributos que poderiam ser importantes.

Efeito de grupo: Propensão a pensarmos e seguirmos o comportamento da maioria.

Os vieses enraizados no ambiente de trabalho

Os vieses inconscientes não só impactam os processos de gestão de pessoas, como também impactam e influenciam nas tomadas de decisões.

Seja no momento de uma reunião, em que a maioria da mesa é composta por homens, e por muitas vezes, a voz da mulher é diminuída ou silenciada. Ou até mesmo quando, por vezes, a maioria dos cargos de poder nas companhias são ocupados por homens brancos, héteros e com mais de 45 anos.

Como minimizar os vieses nas companhias

Atualmente são realizados processos seletivos às cegas ou exclusivos para pessoas negras, com deficiência, entre outras minorias, como maneira de inserção e inclusão no mercado de trabalho, o que é de suma importância.

Contudo, outra maneira de promover a diversidade, é com a promoção de treinamentos que preguem a igualdade e a comunicação empática entre os colaboradores nas companhias.

Por fim, a Fábrica cita algumas maneiras de diminuir esses preconceitos e pré-julgamentos no cotidiano:

Identifique os vieses que você pratica. Antes de mais nada, é preciso descobrir quais são os vieses predominantes em sua vida e seus hábitos.

Reconheça os seus vieses. Não tenha medo ou vergonha de reconhecer os seus preconceitos.

Mude os seus hábitos. Enfim, tente suspender o julgamento inicial. Ao conhecer pessoas novas, dê a elas a chance de se mostrar. E se esforce para entender que somos todos seres humanos com a liberdade de exercermos nossas diferenças.

É muito difícil eliminarmos permanentemente os vieses de nossa sociedade. Porém, podemos minimizar esses costumes e dessa forma, tornarmos nossos ambientes de convívio, em lugares em que a diversidade vence o preconceito.

Por fim a Fábrica inclusive, tem dois workshops que falam sobre a diversidade e a comunicação não-violenta, que são duas ferramentas cruciais na redução dos vieses. Para saber mais sobre nossos workshops, treinamentos e palestras é só entrar em contato pelo consultoria@fabricadecriatividade.com.br

Ahhh, e aproveita para ler o que escrevemos sobre a diversidade e a comunicação não-violenta aqui no blog.

Por Karina Mendes

Fontes: Blend-edu, Exame, Caputconsultoria, Tab.uol, Linkedin