Fábrica de Criatividade: Autonomia, consciência, arte e liberdade

Ser um espaço criativo de cultura, educação e arte que estimule potenciais humanos e amplie perspectivas da comunidade do Capão Redondo

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“A Fábrica de Criatividade é uma porta aberta para um caminho de muitas conquistas e felicidades!”
Por: Márcia Lira

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Fábrica de Criatividade
Rua Dr. Luís da Fonseca Galvão, 248 Parque Maria Helena – São Paulo – SP – CEP: 05855-300.
Tel. 11. 5511-0055

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Política Cultural


O ser humano é cultura! Durante todo o seu trajeto existencial, é conduzido por sua língua, ritos e crenças, valores, manifestações artísticas, etc. As diversas formas de ver e compreender a realidade expressam histórias e características pessoais diferentes - nem melhores ou piores. “A cultura é o tecido onde diferentes e diversos fios se entrelaçam” (Ana Carla Fonseca).

A arte – por sua capacidade de galgar outros caminhos que não somente o racional e o lógico - desperta a sensibilidade e permite novas possibilidades de significados e idéias, à medida que se valoriza a diversidade e os olhares diferentes. Diante deste conceito, é emergencial que se pense na democratização cultural no sentido de ampliar o acesso da comunidade local aos bens culturais, permitindo, é claro, uma autonomia no seu próprio processo de inserção. E esse processo envolve alguns fatores como: o aspecto físico dos locais, sua distribuição geográfica, o acesso econômico para participar e o acesso intelectual. A Fábrica de Criatividade, em sua política cultural, já possui esses quatros elementos citados.

Esse tipo de política possibilita a maior oferta e a melhor distribuição de bens culturais, e é um passo importante para que indivíduos participem de uma vida cultural mais ampla e diversificada, formando o seu próprio “capital cultural”. Mas é muito importante citar que o processo de democratização cultural não se isola através do consumo cultural do que já foi produzido por artistas de outras regiões, costumes, etc, mas também conta com a possibilidade de criação dos próprios indivíduos consumidores.

Uma política cultural deve ser permeada pela prática participativa, fomentando criatividade, oferecendo caminhos e oportunidades para que os membros da comunidade em questão construam o seu perfil sociocultural.

O Núcleo de Produção Cultural da Fábrica de Criatividade adota uma postura que favorece o diálogo entre as diversas manifestações artísticas e culturais da cidade e do país, promovendo um diálogo intercultural entre a produção local e a produção artística presente em outros pontos da cidade, produzindo com isso uma agenda cultural intensa e diversificada. Os eventos são sempre gratuitos, o que amplia a possibilidade de acesso. No entanto, a Fábrica de Criatividade entende o acesso como algo mais amplo e mais complexo. Existem limitadores geográficos, arquitetônicos, financeiros, psicológicos, de atitude, entre outros, que requerem maior atenção e um trabalho mais focado. E por isso o Núcleo de Produção Cultural conta com o apoio de outro grupo: a Equipe de Apoio Pedagógico e Democratização Cultural.

Responsável por garantir o acesso da população aos serviços oferecidos pela Fábrica de Criatividade, pensando em todos os aspectos da acessibilidade, para todo tipo de público, esta equipe é formada por educadores sociais, terapeutas ocupacionais e agentes culturais. Tal trabalho compreende três momentos: divulgação (relacionamento com instituições, movimentos culturais e comunidade local, noticiar os eventos, distribuir panfletos, fazer visitas domiciliares, estabelecer vínculo com os usuários, etc), acessibilidade (pensar no meio de transporte e locomoção dos usuários, eliminar barreiras arquitetônicas ou pensar em soluções para superá-las, superar barreiras educacionais e atitudinais, etc) e permanência (cuidar da boa relação entre educadores e alunos, abrir espaços de escuta, acompanhar o processo e dificuldades dos alunos, dar suporte para que consigam permanecer nas atividades, etc).


Esse texto é composto por trechos retirados do documento “Fábrica de Criatividade - Política Cultural”, elaborado por Maria Fernanda Carmo e Gal Martins, em 2008.

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