“Apesar de os espaços serem lindos, as atividades interessantes, o melhor da Fábrica de Criatividade é invisível aos olhos. É onde podemos ser nós mesmos” Por: Eliana
O ‘Gente Muda’ faz de suas pinturas em muros uma intervenção que questiona atitudes da sociedade e, ao mesmo tempo, aponta a possibilidade de mudança.
O Grupo Gente Muda vem desenvolvendo desde 2006 o seu trabalho e tem hoje mais de 100 pinturas espalhadas na Zona Sul da cidade de São Paulo. A principal intenção do grupo é suscitar o pensamento daqueles que notam as pinturas através de personagens que refletem a vida cotidiana desta população. Esta proposta e característica de ser espelho crítico da sociedade faz com que as pinturas do Gente Muda se interliguem, como se dialogassem entre si e expandissem num círculo de idéias que se transformam com a sociedade. O colorido chega com simplicidade em muros antes sujos e cinzentos, revitalizando o bairro e trazendo uma possibilidade de reflexão.
Estava um domingo gostoso e descontraído. As pessoas foram chegando das urnas pouco a pouco. Demoramos um pouquinho (…) pra começar e então Raízes de Javé e Veja Luz tocaram, mas ficamos sem o Som’D'Zion. Pedimos desculpas ao público pela demora e pela falta da última banda, mas a gente combina outro festivalzinho dia desses.
No próximo domingo, dia 26, a Fábrica de Criatividade recebe três bandas de Reggae num festivalzinho gostoso no final da tarde… Domingo, 26, dia de eleição? Isso mesmo. Pra dar uma relaxada. Votem e venham pra cá!
O RodStyle, um dos nossos professores de break, aproveitou a noite gostosa e fez a aula lá encima, na praia. Eu tinha um monte de coisa pra fazer lá pra baixo, mas não consegui não ficar um tempinho olhando os meninos dançarem. Filmei e tirei fotos pra todo mundo ver também.
No último domingo, 28, o Grupo “O Encanta Realejo” esteve na Fábrica para apresentar o primeiro ato do “Auto do Realejo Encantado”, seu espetáculo pictórico-cênico-musical, que conta com 3 atos. Antes de começar o espetáculo, perguntaram: “quanto tempo temos?”. “Quanto tempo quiserem”, respondi.
A Pintora anunciou o início da estória. O Avô apareceu, Alice acordou, Teotônio dançou, o Pássaro espreitou, o Diabo aterrorizou, a Lavadeira cantou, o Lunático perambulou. Ao final do 1o ato, a cortina imaginária fechou-se, abriu-se e então vimos, em primeira mão, a estréia do 2o Ato. Novas aventuras.
Não contarei. Mas nem conseguiria. A estória fica diluída no som cativante, são brilhos por todos os lados. Difícil encontrar um ponto onde concentrar-se. É preciso ver, e rever, e rever…
É unânime. Quem vê, se encanta. Muita gente veio me agradecer pelo lindo espetáculo. A mim? Bem, repasso os agradecimentos ao grupo e, no que depender de mim, eles estarão sempre por aqui.