Fábrica de Criatividade: Autonomia, consciência, arte e liberdade

Ser um espaço criativo de cultura, educação e arte que estimule potenciais humanos e amplie perspectivas da comunidade do Capão Redondo

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“Apesar de os espaços serem lindos, as atividades interessantes, o melhor da Fábrica de Criatividade é invisível aos olhos. É onde podemos ser nós mesmos”
Por: Eliana

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Fábrica de Criatividade
Rua Dr. Luís da Fonseca Galvão, 248 Parque Maria Helena – São Paulo – SP – CEP: 05855-300.
Tel. 11. 5511-0055

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16 nov

Nota de Repúdio e Indignação

Zezinho é assassinado nas Casas Bahia

A Casa do Zezinho está de luto. A ONG Casa do Zezinho mostra seu profundo repúdio e indignação. Um dos seus filhos queridos, o jovem Alberto Milfont Jr, (23), foi barbaramente assassinado dentro das Casas Bahia na Estrada de Itapecerica por um segurança terceirizado, que trabalha nessa instituição, na segunda feira por volta das 16 horas. O segurança, em sua defesa, alega que agiu assim porque simplesmente o jovem estava mal vestido.

O jovem Alberto, mal vestido, morre com a nota fiscal, com comprovante de compra nas mãos.

Enquanto aguardava dentro da loja, “roupa de trabalhador”, sua esposa Darilene (22) voltava do caixa aonde fora pagar a prestação da compra de um colchão. Foi abordado pelo assassino, terno preto. Depois de um bate boca ligeiro o segurança saca da arma e atira à queima roupa. O jovem tomba sem vida.

Suas últimas palavras: Sou cliente, não sou ladrão!”. A partir daí se calou. Calou da mesma forma como estamos calados, sufocados há 400 anos. Que grande equívoco este país!

Mal vestido, roupa de trabalho, é um sinal verde para o braço armado da sociedade, o assassino pago para atirar. Alberto deixa esposa e um filho de 5 meses. Alberto deixa morta a remota esperança de milhares de jovens brasileiros. Estudar pra que? Trabalhar pra que? Ser honesto pra que? Brasileiros alfabetizados, respondam honestamente essa pergunta!

O menino brincalhão, comprido e de pernas finas entrou para a Casa do Zezinho aos 10 anos. Sua turma do Parque Santo Antônio já estava todinha ali. Vai ser muito legal, ali vamos nos divertir para valer. O jovem deixa excelentes recordações em toda nossa comunidade, onde permaneceu como um membro muito querido até 2003.
Estava de casamento marcado com a jovem Darilene, com quem tinha um filho de apenas 5 meses.

Suspeita e pobreza sempre juntas na nossa história.

Nenhum (a) jovem “mal vestido” (leia-se moreno, pardo) da periferia ousa sequer pisar num shopping de grife da cidade sem levantar as mais alarmantes suspeitas. Nenhuma placa, nenhum sinal explcita essa indesejabilidade, como faziam com os negros os norte-americanos. Diferentemente dos americanos, aqui o jovem da periferia já traz gravada na carne, na alma, essa interjeição.

Nenhuma revolta, nenhuma vingança organizada. Nada que a sociedade deva se preocupar. Apenas o destempero de um segurança idiotizado, uma peça para reposição. No Cemitério São Luiz o murmúrio surdo da mãe e da jovem esposa.

Dentes cravados, os jovens cabisbaixos que acompanham o enterro trazem o sangue nos olhos. – O mano Alberto subiu!

Com muita raiva seguimos com eles, solidários, para tentar preservar essa auto estima
tão covardemente destruída desde o seu nascimento nas favelas.

A vitória da morte exercida com eficiência certeira desde sempre no país pelo braço armado contratado pela sociedade dominante e pelos seus comparsas que dominam toda a estrutura de poder do estado.

Pras Casas Bahia deixamos como lembrança o carnê saldado com a honra e a dignidade de um jovem trabalhador.

Adeus mano Alberto!

..::..
Fotos: Acima, Alberto numa exposição de arte quando ainda estava na Casa do Zezinho, em 2001; abaixo, foto recente.

Escrito por Marcelo Tas

(http://marcelotas.blog.uol.com.br)

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6 nov

Fotos da Vernissage da Exposição “Sentidos” - Gente Muda

Fotos: Marcus Kawada

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30 out

Neste Sábado, 1 de Novembro - Vernissage da Exposição “Sentidos”, do Coletivo Gente Muda

Se você mora ou freqüenta o Capão Redondo e cercanias, já viu, pintadas pelos muros da região, figuras que provavelmente te chamaram muita atenção pela linguagem única, forte e densa e pela misteriosa assinatura “Gente Muda”. Você, como muitos, provavelmente morre de vontade de saber o que é Gente Muda - se é gente que não fala, ou um apelo para que a gente mude, ou uma afirmação de que gente muda… E também provavelmente você é louco pra conhecer as pessoas por detrás daqueles olhos fundos e negros dos personagens estampados na parede.

Chegou a hora. Neste sábado, dia 1 de novembro, às 20h, acontecerá na Fábrica de Criatividade a Vernissage da Exposição intitulada “Sentidos”, do coletivo de grafiteiros. Você verá, espalhados pelo prédio, trabalhos que utilizam técnicas diferentes, como graffiti, estêncil, colagens, lambes, entre outros.

Pra ver de perto:

Vernissage da Exposição “Sentidos”
(Gente Muda)
Sábado, 1 de Novembro de 2008, às 19h30.
Gratuito
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29 out

Gente Muda

O ‘Gente Muda’ faz de suas pinturas em muros uma intervenção que questiona atitudes da sociedade e, ao mesmo tempo, aponta a possibilidade de mudança.

O Grupo Gente Muda vem desenvolvendo desde 2006 o seu trabalho e tem hoje mais de 100 pinturas espalhadas na Zona Sul da cidade de São Paulo. A principal intenção do grupo é suscitar o pensamento daqueles que notam as pinturas através de personagens que refletem a vida cotidiana desta população. Esta proposta e característica de ser espelho crítico da sociedade faz com que as pinturas do Gente Muda se interliguem, como se dialogassem entre si e expandissem num círculo de idéias que se transformam com a sociedade. O colorido chega com simplicidade em muros antes sujos e cinzentos, revitalizando o bairro e trazendo uma possibilidade de reflexão.

Texto: Patrícia Alencar

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28 out

Prepare-se: em Novembro, Gente Muda na Fábrica de Criatividade

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26 out

Festival de Reggae

Estava um domingo gostoso e descontraído. As pessoas foram chegando das urnas pouco a pouco. Demoramos um pouquinho (…) pra começar e então Raízes de Javé e Veja Luz tocaram, mas ficamos sem o Som’D'Zion. Pedimos desculpas ao público pela demora e pela falta da última banda, mas a gente combina outro festivalzinho dia desses.

“Raízes de Javé”

“Veja Luz”

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25 out

Gosta de Reggae?

No próximo domingo, dia 26, a Fábrica de Criatividade recebe três bandas de Reggae num festivalzinho gostoso no final da tarde… Domingo, 26, dia de eleição? Isso mesmo. Pra dar uma relaxada. Votem e venham pra cá!

Serviço:

Domingo, 26 de Outubro, às 16h.

Gratuito

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15 out

Sábado tem show!

Show!

Banda Darmah

Abertura: Banda Homens de Barro

Sábado, 18 de outubro de 2008, às 20h

Gratuito

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14 out

Fresquinho! Aula de hoje de break!

O RodStyle, um dos nossos professores de break, aproveitou a noite gostosa e fez a aula lá encima, na praia. Eu tinha um monte de coisa pra fazer lá pra baixo, mas não consegui não ficar um tempinho olhando os meninos dançarem. Filmei e tirei fotos pra todo mundo ver também.

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4 out

O Realejo Encantou

No último domingo, 28, o Grupo “O Encanta Realejo” esteve na Fábrica para apresentar o primeiro ato do “Auto do Realejo Encantado”, seu espetáculo pictórico-cênico-musical, que conta com 3 atos. Antes de começar o espetáculo, perguntaram: “quanto tempo temos?”. “Quanto tempo quiserem”, respondi.

A Pintora anunciou o início da estória. O Avô apareceu, Alice acordou, Teotônio dançou, o Pássaro espreitou, o Diabo aterrorizou, a Lavadeira cantou, o Lunático perambulou. Ao final do 1o ato, a cortina imaginária fechou-se, abriu-se e então vimos, em primeira mão, a estréia do 2o Ato. Novas aventuras.

Não contarei. Mas nem conseguiria. A estória fica diluída no som cativante, são brilhos por todos os lados. Difícil encontrar um ponto onde concentrar-se. É preciso ver, e rever, e rever…

É unânime. Quem vê, se encanta. Muita gente veio me agradecer pelo lindo espetáculo. A mim? Bem, repasso os agradecimentos ao grupo e, no que depender de mim, eles estarão sempre por aqui.

Fotos: Marcus Kawada

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