Ei, esse não é um texto comercial mas talvez você compre minha ideia

As pessoas acham que falar sobre inovação é dar as mãos pro Elon Musk, invocar o Steve Jobs, ativar o modo Einstein. O Bill Gates que habita em mim, saúda o Bill Gates que habita em você.
Cria aí agora um novo produto que vai revolucionar o mundo, de repente, sei lá, tranca a galera numa sala com puffs chama de Espaço Criativo. A gente vai invadir o mercado digital, sair na frente da concorrência.

Contrata um pessoal mais jovem, eles sabem sobre essas coisas de youtuber e influencer. Vamos criar o leito do futuro, papo quente, vai vender que nem água. Só que a gente esqueceu que o futuro é o agora também.
O futuro da terça-feira dia 13 de Novembro de 2018 é nada mais do que a quarta-feira dia 14.
E nesse futuro, que também é o agora, a gente tá deixando de inserir a inovação nos desafios atuais.

Atuais e recorrentes.

Eu sei, tu quer pensar lá na frente, o chip, blockchain. Mas e hoje, o que a criatividade faz para inserir o deficiente visual, por exemplo, no mercado financeiro digital? Com a educação escassa, temos pais que ainda não sabem ler, escrever e nem imaginam que estamos aqui planejando atropelá-los com soluções inovadoras, que não consideraram sequer a existência deles.

Inovar para pessoas vai além de inovar para negócios. Inovação precisa incluir, porque chegar no futuro é incrível mas fazer com que o futuro chegue para todos é heróico.

 

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Tamiris América, 22, é jornalista formada pela FIAM-FAAM, co-autora do livro-reportagem Vozes do Vagão, embaixadora do movimento CHOICE em 2016, gestora de relacionamento comunitário na Ong Litro de Luz Brasil em 2017 e faz parte do time comercial da Fábrica de Criatividade.
tami@fabricadecriatividade.com.br
@trutamires

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