O mercado dos profissionais que trabalham diretamente com a motivação e com o comportamento humano tem apresentado um grande crescimento.

São profissionais que buscam ajudar as pessoas a alcançar resultados de forma mais eficaz e com uma metodologia diferenciada.

Mas afinal, o que é a motivação? A motivação, nada mais é do que um motivo para entrar em ação. É o que vai te fazer começar, levantar da cadeira, dar o primeiro passo.

No entanto, sabemos que dar o primeiro passo não vai adiantar se você não se mantiver em movimento. A constância naquilo que você se propõe a fazer é que realmente é capaz de gerar resultados. E é aí que entra em cena o hábito.

Se a motivação é o seu primeiro passo, o hábito é o que faz você prosseguir caminhando. Você já tentou fazer uma dieta? É mais fácil começar a dieta (sempre na segunda-feira, claro) ou continuar fazendo a dieta?

Você concorda que a motivação pra começar uma dieta acaba não dando resultado se você não cultivar os hábitos necessários para se manter nela?

E será que é fácil desenvolver um hábito? E abandonar um? Como funciona todo esse mecanismo?

Quero convidar você a fazer um exercício comigo: cruze seus braços. Observe que um dos braços sempre vai por cima do outro, certo? Agora, troque a posição dos braços. Tente cruzar os braços novamente, mas agora deixando o braço que geralmente vai por cima, na parte de baixo. Estranho, né? Parece que tem algo errado, não é mesmo?

A mesma sensação pode ser experimentada se você trocar a perna que você geralmente veste na calça primeiro, ou se você começar a escovar seus dentes no lado oposto ao que você costuma começar.

Pode ser que você nunca tenha parado pra pensar em quantas coisas você faz de forma automática. Mas, são muitas. E eu te explico a razão: nosso cérebro, essa máquina fantástica, gasta muita energia pra funcionar. Aproximadamente 1/5 dos nutrientes obtidos com a alimentação é consumido para fazer nosso cérebro funcionar.

Por conta disso, o cérebro busca colocar o máximo de atividades possível no automático para otimizar nosso gasto energético. Ou seja, aquilo que você faz bem feito o seu cérebro joga no automático. Assim, ele pode redirecionar a energia para atividades mais complexas.

E é isso que nos leva a criar hábitos tão bem. Ao mesmo tempo, é isso que torna difícil também abandonar hábitos. Pode ser que você precise mudar um hábito e a dica aqui é: não busque eliminar um hábito e sim substituí-lo.

Além da tendência natural do nosso cérebro, alguns fatores influenciam na criação de hábitos. Um dos mais importantes é o ambiente. E mudar o ambiente ajuda a mudar o hábito.

Se eu tenho hábito de comer muito doce, por exemplo, e decido que quero mudar esse hábito, uma forma de conseguir êxito é alterar o ambiente que antes me favorecia a comer doce por outro que me dificulta o acesso ao doce.

Uma forma prática é não ter o doce disponível em casa. Dessa forma, quando der aquela vontade de comer doce eu vou ter que sair pra comprar e, essa pequena mudança de ambiente, pode ser suficiente pra eu desistir de comer. E com a constância eu consigo alcançar meu objetivo.

É bem comum que nós aqui da Fábrica sempre estimulemos você a criar o hábito de ter ideias. E fazemos isso, porque sabemos da importância de estimular nosso cérebro a ser cada vez mais criativo e de como as ideias criativas podem mudar a vida das pessoas.

Ter ideias é um hábito que pode entrar no automático também. Imagine que fantástico perceber que seu cérebro já reage aos estímulos e lida com as situações de forma mais criativa!

Imagine como seu processo criativo seria mais rico e eficaz se gritar Eureka fosse algo tão natural pra você quanto escovar os dentes! Será que isso é possível? Totalmente. E é esse nosso objetivo diário: estimular você a enxergar o mundo com olhos mais criativos.

Cultive bons hábitos e estimule sempre sua criatividade.

 

Por Luiz Guilherme C. Duarte

 

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