Toda situação de mudança, gera stress. Vivemos em um momento de grandes mudanças, sejam elas políticas, econômicas, sociais ou emocionais. Conseqüentemente, vivemos em um momento de incertezas, dúvidas, inseguranças, medos e indecisões. Mas também vivemos em um momento de descobertas, de transformações, de acirradas competições que geram mais oportunidades para criar, inovar e se destacar.

Segundo a Wikipedia, “No campo da Psicologia, em particular da Psicologia do Desenvolvimento, o conceito de crise é explicado como toda a situação de mudança a nível biológico, psicológico ou social, que exige da pessoa ou do grupo, um esforço suplementar para manter o equilíbrio ou estabilidade emocional.”

A crise pode ser definida como uma fase de perda, ou uma fase de substituições rápidas, em que se pode colocar em questão o equilíbrio da pessoa.

Estamos em um tempo de mudança. Tempo esse, que exige de nós mudanças rápidas, adaptações, resiliência e muita coragem para lidar com o novo. Em paralelo, temos algo dentro de nós, uma capacidade humana de grande valor, chamada de CRIATIVIDADE.

Encontramos também na Wikipedia, ótimas definições para essa habilidade tão buscada em nossa atualidade.  “A criatividade é considerada uma capacidade humana de grande valor universal… é uma sublime dimensão da condição humana. É, entretanto, na capacidade criativa que existe a chave da capacidade de evolução da humanidade”.

Sendo assim, podemos dizer que existe uma necessidade de buscar dentro de nós, algo a mais, ou mesmo novo, para lidar com essas mudanças que muitas vezes temos que fazer sem perceber. É preciso entender o momento, e ir além, para entender nossas emoções e capacidade de inovar numa era que exige a cada instante uma readaptação.

Esse emaranhado de sentimentos sejam eles, bons ou ruins, podem inibir a criatividade que é gerada pela imaginação. A criatividade é uma característica marcante nos brasileiros. Temos certa facilidade em improvisar, em nos adaptar.

Porém, o processo criativo não flui quando estamos sob pressão e julgamento. O “medo” inibe a produção de idéias e a criação de soluções inovadoras para resolver problemas. E então, entramos no processo do bloqueio criativo.

E será que é possível sair desse ciclo de bloqueios e de “travadores” da criatividade?

Um dos melhores exemplos para mim é de um jovem que, aos seus 22 anos, foi demitido com a seguinte justificativa: “você não é criativo o suficiente”. Esse jovem se chamava Walt Disney. Toda sua influência e magia, nós podemos viver até hoje. Quem nunca se emocionou com um dos seus filmes, ou não quis levar o filho para viver a experiência que seus parques oferecem?

“Prefiro divertir as pessoas na esperança de que aprendam, do que ensiná-las na esperança de que se divirtam.” Walt Disney

Seu foco era sempre ser melhor, se superar e fazer a inovação dar certo. Sua imaginação não tinha limites. Ele é o maior exemplo de que se você pode sonhar você pode realizar. A diferença está na motivação e energia que separamos para “o REALIZAR.”

Tudo bem que uns nascem com uma facilidade para criar maior que outros, mas TODOS nascemos criativos. E se você não acredita nisso, pegue fotos de quando você era criança, ou bata um papo com seus pais e pergunte sobre alguma “pérola” sua, de quando era menor. A criança cria sem medo, sem pudores e tem coragem de contar suas ideias e feitos querendo que você veja e se envolva com o que ela criou.

E porque hoje, quando adultos, nós perdemos isso??  Com o primeiro não, nós desistimos. Voltamos para trás e colocamos todas as desculpas possíveis para não usufruir dessa capacidade que é de fábrica. Nada melhor que a crise, seja ela qual for,  para você dar uma chance a inovação.

E para isso, é preciso não parar.

Algumas dicas:

  • Seja OTIMISTA: tá difícil? Procure pessoas que não estão na “crise”. Ande com elas, as escute. Pergunte do seu negócio… Conhecemos pessoas que estão aumentando sua empresa, mesmo nessa fase de grandes mudanças. Fizeram parcerias. Abriram outro negócio, e até aproveitaram para tirar ideias da gaveta.
  • Fique de olho: olhe para outros mercados. Leia sobre as novas empresas que surgiram. Veja quem de outros nichos deu a volta por cima. Procure sempre o que está dando certo. Não foque no que não deu certo a não ser que seja para levar como grande aprendizado. A inovação vem de um repertório de ideias e ele precisa sempre ser abastecido.
  • Chuva de ideias: conhece a ferramenta Brainstorm? Nós a usamos muito com nossos clientes. Ela serve para fazer você viajar. Isso mesmo, pensar fora da caixa e colocar todas suas ideias, sonhos, vontades na mesa sem medo. Mas o legal dessa ferramenta é você misturar suas ideias com as de outras pessoas, e assim surgem parcerias. Ninguém vai longe sozinho.
  • Fuja do problema: Procure sempre fazer algo que te inspire. Se possível, todos os dias. Algo que possa te motivar, inspirar, relaxar. Sua mente precisa estar bem para ter novas ideias, ser criativa e inovar.

“Não conseguimos resolver um problema com base no mesmo raciocínio usado para criá-lo.” Albert Einstein

Yana Reis.
Publicitária, Jornalista e Consultora de Desenvolvimento Pessoal.

Comentários

comentários