Com muita criatividade, a fotógrafa Vilde Rolfsen transforma lixo em cânions e cavernas de tirar o fôlego

Sacolas plásticas facilitam nossa vida, mas tornaram-se um problema ambiental, se contarmos o alto custo ambiental para sua produção, que consome água, energia, petróleo, gás natural e outros recurso finitos. Sem contar que as sacolas quase sempre são descartadas de maneira incorreta.

No Brasil, cerca de 1,5 milhão de sacolinhas são distribuídas por hora. Os dados são do Ministério do Meio Ambiente nacional, que diz ainda que quase 1 trilhão de sacolinhas plásticas são consumidas anualmente no mundo.

Em São Paulo, tornou-se polêmica: em abril de 2015, o prefeito Fernando Hadadd regulamentou uma lei que proíbe o uso de sacolas plásticas derivadas de petróleo, permitindo apenas a oferta de modelos fabricados com material reciclável e reutilizado.

A iniciativa acontece também em várias partes do mundo. Mas uma fotógrafa norueguesa encontrou uma alternativa criativa para reutilizar as sacolinhas e conscientizar as pessoas sobre a reciclagem do objeto.

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Usando técnicas inusitadas de iluminação e composições cuidadosas, Vilde Rolfsen transforma os saquinhos em montanhas coloridas, cânions e corredeiras de rios, registrados na série fotográfica Plastic Bags Landscapes.

Admirando as fotos, quase esquecemos que foram achadas no chão ou no lixo. Rolfsen diz que não pensa em como a forma ou a aparência da sacola seduzem seu olhar de artista.

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Sobre o projeto, diz que “É mais sobre a necessidade de criar fotografias que transformem um objeto manufaturado em algo ‘natural’”, que poderia ser encontrado em uma viagem para um lugar inóspito ou paradisíaco.

Rolfsen começou seus experimentos em 2014 durante os estudos na Kingston University, em Londres. Estava trabalhando no estúdio fotográfico quando notou uma sacola deixada por outro estudante em uma das bancadas.

“Notei o quão linda a luz ficava quando insidia através do plástico. Fiquei inspirada a partir daí.” Começou a coletar da rua sacolas de todos os tipos para fotografar com sua máquina Canon 60D.

Rolfsen coloca as sacolas em de caixas de papelão coloridas por dentro. Logo, ilumina o objeto usando luzes múltiplas. Às vezes, amarra linhas nas sacolas para manter o posicionamento desejado.

Mais tarde, em um software de edição de imagens, tira grãos de poeira e outras imperfeições e ajusta o contraste para trazer à tona as cores e formas que realmente importam.

Confira as imagens:

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O que achou das fotos de Vilde Rolfsen? Nós adoramos o novo uso que ela deu às sacolinhas para compor algo muito simples, forte e poético: a transformação de algo manufaturado e industrializado em algo artificialmente “natural”!

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Fernando Miranda é produtor de conteúdo e analista de mídias digitas. Faz parte da equipe da Fábrica de Criatividade desde 2014, é maluco por inovação e adora compartilhar conhecimento. É também editor do sites O Filme do Livro (www.filmedolivro.com.br) e Ruído Pop (www.ruidoepop.blogspot.com).

Este texto foi baseado em tradução livre do artigo “Plastic Bags Are Horrible. But They Sure Can Be Beautiful” da WIRED.

 

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