Uma mente sobrecarregada pode perder a capacidade de sentir prazer e inovar

Já ouviu o ditado “Cabeça vazia é a casa do Diabo”? Bom, não é bem assim que funciona. Esvaziar a mente e praticar tarefas prazerosas, longe das responsabilidades do dia a dia, pode ser benéfico para a mente a longo prazo.

O neurocientista Moshe Bar e o estudante Shira Baror encontraram evidências de que nossas mentes são naturalmente predispostas à criatividade, mas precisam de paz e tranquilidade de vez em quando para executarem esta faculdade.

De acordo com um novo estudo publicado na Association of Psychological Science por Bar e Baror, pensar demais faz com que sejamos menos criativos e percamos as coisas boas da vida.

Em um artigo para o New York Times, Bar escreve que “Quando nossas mentes estão ‘vazias’, nosso modo cognitivo padrão é o do pensamento inovador, não o de ideação rotineira.”

Ou seja: quando nossas mentes estão sobrecarregadas, nossa criatividade pode simplesmente desaparecer. Nós caímos na rotina, nossas mentes são jogadas em um poço de repetição.

Par ou ímpar?

No experimento descrito no artigo original, participantes foram encorajados a guardar números em suas mentes. Metade deles recebeu numerais com dois dígitos. A outra, numerais com sete dígitos.

Logo após, participaram de uma sessão de perguntas e respostas com associações de palavras. Aqueles que guardavam os numerais com dois dígitos em suas mentes deram respostas mais soltas e criativas.

Bar exemplifica que respostas como “nuvem” surgiram quando a cor branca foi mencionada. Aqueles que lutavam para guardar os numerais de sete dígitos deram respostas que estavam “dentro das estatísticas” do exame. Como “Preto” em resposta à palavra “branco”, por exemplo.

Outro experimento mostrou que, quando estamos mentalmente sobrecarregados, dar respostas bobas e clichês pode demorar mais que o esperado.

Aqueles que tinham liberdade para deixar a mente vagar, sem a pressão de manter sete dígitos na memória, deram não só respostas mais criativas, mas responderam com rapidez e agilidade mental.

O pesquisador afirma que nossas mentes alternam entre dois estados mentais: o divagatório e o exploratório.

“Quando estamos em estado divagatório, olhamos para o mundo de forma ampla e curiosa, com vontade de conhecer e aprender.” Pode acontecer quando estamos viajando, por exemplo.

O estado exploratório ocorre quando fazemos algo familiar, quando buscamos em nossas mentes coisas que já sabemos. “Estamos mais inclinados à exploração quando voltamos para casa depois de um dia exaustivo de trabalho”.

Com empregos e tarefas que consomem cada vez mais nossa atenção, memória e horas de sono, nossa mente está sempre abarrotada com milhares de pequenas coisas.

O uso excessivo da tecnologia agrava este estado, nos mantendo atualizados sobre notícias, atividades de amigos, parentes e colegas de trabalho, e-mail, reuniões, listas de compras, compromissos pessoais e profissionais.

Estamos sempre com medo de perder algo.

Essa rotina maçante e exaustiva pode nos levar à sérios distúrbios, tais como a Anedonia, que é a perda da capacidade de sentir prazer. A condição surge em pessoas com estados graves de depressão.

Psiu! Preste atenção!

O neurocientista Moshe Bar dá sua sugestão pessoal para solucionar grande parte dos problemas da sobrecarga mental: a meditação

Calma! Não estamos dizendo que você precisa ir para o pico de uma montanha, sentar de pernas cruzadas e passar horas em silêncio, longe do seu smartphone.

Muita gente desconhece a prática da meditação e nunca pesquisou a fundo. E ela pode ser mais simples e corriqueira do que se imagina. Aplicativos e sites espalhados pela web podem ajudar você a entender mais sobre meditação.

Meditar pode ser praticar um esporte ou tocar um instrumento musical: você fica longe das responsabilidades para direcionar sua mente para uma atividade tranquila e prazerosa.

Sentar no banco de uma praça por dez minutos durante a pausa para o almoço, sozinho(a) e sem distrações, pode ajudar a aliviar a sobrecarga mental por algumas horas.

Os resultados podem ser incríveis, diz Bar. Iniciado na prática, diz que a meditação o leva a apreciar a beleza de uma flor durante 45 minutos. Parece bobo, mas polpa você de parecer ainda mais bobo durante uma reunião de dizer coisas óbvias durante a estruturação de uma ideia para um projeto.

Além da meditação, você pode usar outras ferramentas tão ou mais eficazes para se tornar mais criativo e gerar inovação para projetos, produtos, serviços ou no dia a dia do trabalho.

Estimule o pensamento criativo com ferramentas, atividades e experiências “fora da caixa”!

Tenha uma formação de inovação fora do convencional: www.fabricadecriatividade.com.br/cardapio!

Por fim, queremos saber: quais assuntos gostaria de ver aqui no Blog da Fábrica de Criatividade?

Escreva suas sugestões e dúvidas nos comentários, sua opinião é super importante pra gente! 🙂

Fonte do artigo: Thinking Too Much Makes You Miss The World Around You – Charlie Sorrel, Fast.co

Fernando Miranda é produtor de conteúdo e analista de mídias digitas. Faz parte da equipe da Fábrica de Criatividade desde 2014, é maluco por inovação e adora compartilhar conhecimento. É também editor do sites O Filme do Livro (www.filmedolivro.com.br) e Ruído Pop (www.ruidoepop.blogspot.com).

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